Enfim, eis-me de volta...



Para os amigos antiiiigos que me cobravam o retorno a um blog pra lá de velho, cá estou! E melhor: de blog novo!
Como o próprio nome diz, seja lá o que for, o que eu tiver vontade de falar por aqui (so sorry a quem não gostar) , será postado, escrito, vomitado...rs.

E pra começar nesta Sexta Santa (que fiz um almoço bem light e gostosinho), escolhi uma crônica de Martha Medeiros porque bateu de frente com um filme que ADOREI. Estava em SSA na época da pré-estreia de " Divã", com Lilia Cabral. Filme baseado no livro da própria Medeiros. 
Eu, apaixonada pela escritora, esperei tudo e um pouco mais. E foi o que rolou! LINDO filme! Indico 25 vezes mais a cada um, rs. Emocionante e hilariante...

Segue o texto de Martha Medeiros (deixa de preguiça...leia que vale)

"Tenho viajado pra lá e pra cá acompanhando algumas pré-estreias do filme Divã, baseado no meu livro homônimo. Delícia de tarefa, ainda mais quando a gente gosta de verdade do trabalho realizado, e esse filme realmente ficou enxuto, delicado e emocionante. Além disso, ainda consegue me provocar. A personagem Mercedes (vivida pela incrível Lilia Cabral) está fazendo análise e leva pro consultório muitos questionamentos sobre sua vida. Até que, passado um tempo, finalmente relaxa e se dá conta de que não há outra saída a não ser conviver com suas irrealizações. Diante disso, o analista sugere alta, no que ela rebate: “Alta? Logo agora que estou me divertindo?”


Eu tinha esquecido dessa parte do livro, e quando vi no filme, me pareceu tão cristalino: um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate da nossa jovialidade, só que não a jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto, mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária. Você é adulto mesmo? Então pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica pra tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rígido controle. Simplesmente, divirta-se.

Não que seja fácil. Enquanto um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a liberação das correntes. A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada? Mil vezes curtir a travessia.

Dores, cada um tem as suas. Mas o que nos faz cultivá-las por décadas? Creio que nos apegamos com desespero a elas por não ter o que colocar no lugar, caso a dor se vá. E então se fica ruminando, alimentando a própria “má sorte”, num processo de vitimização que chega ao nível do absurdo. Por que fazemos isso conosco?

Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência."

Bises crianças!
Drips


2 Pode comentar aqui e surtar junto comigo!:

Anônimo disse...

Sabe... É dificil,eu tento,tento,mas em alguns momentos eu penso: Se eu pudesse voltar ao tempo. Seria tudo diferente do que eu sou faço. Ah! O bom de tudo vou ver o filme,rsrs. Qum sabe eu não mudo de opinião.

A.N.A. disse...

Oi Drix, obrigada pelo convite, cá estou eu curiando o seu blog e pedindo desde já ajuda para conseguir entender de blogs...a primeira vez que entrei em um foi este ano, espero que tenhas paciência comigo.
É sempre bom termos um local onde possamos 'desabafar' e neste mundão enorme que não encontramos ninguem para conversar se torna mais necessário ainda ter como revelar nossos sentimentos e pensamentos.
Já li quase todo o blog...e vou comentar sobre outros topicos.
Bjão e boa semana.
Té breve.