É grande..vai ter paciência?


Tem horas que nem sei. Outras eu tenho certeza, mas uma certeza tão grande, tão poderosa que quase me deixa bem por 30 min. Como falou meu Liv “ meia hora em 23h30 do dia já é alguma coisa. Sim, é um caminho.

Ontem estava melhor, hoje caí novamente e é isso...dor de amor é assim: você sobe e desce. Desce mais que sobe, na verdade. O que deveria ser completamente diferente. Mas essa noite aqui no Rio, depois de 23 dias quase de uma monotonia insólita, nada muda. Nada cede. Talvez por pura convicção de sentimento... prefiro crer que seja a velha e dolorida “burrice emocional”.

Já me disseram que amor é igual planta: quando não é regada, morre. E tenho uma aqui, exótica, que nasce geralmente em lodo ou alguma água barrenta e  que precisa morrer. Não sei ao certo como fazer isso (ainda). Talvez se eu lesse mais Caio Fernando Abreu, teria já uma saída.

As lembranças teimam em me acompanhar. De tudo...de uma doceria massa em Copa, do final de ano,  de uma foto do chão de Copa, de um fog em pleno Cristo. Daí eu achei um vídeo na minha máquina digital, da subida do Cristo. Olhei, olhei..chorei e puf..deletei. Mas as risadas, as interjeições ditas, ficam passeando na mente. E eu não consigo sorrir...não consigo mais sorrir de nada que venha de qualquer tipo de lembrança. Como sempre agi, meu método é ir afastando o limo do poço e ir subindo, subindo... a cada espaço que consiga subir, mais me verei distante do que achei que fosse amor...e portanto, estarei mais distante da dor (mas repararam que pus tudo no futuro ne? Pois..ainda não andei um passinho)

Só que num dia de sábado, que você tenta levantar a moral, você se depara com um post em algum blog. E é este post que te traz de volta ao poço. E tá tudo lá , exposto...tipo “ olhe, e se convença disso”.  Muitos entendem , uma pessoa só não compreende isso. Ver, olhar e ter  a certeza de que o futuro de vocês é diferente, dói mais que martelada no dedo...daquelas bem dadas! Daquelas que a unha fica escura...e você fica pensando : será que perco ela? (a unha).

E o que deve ser entendido é que a dor não é “procurável”...ela vem, sem pedir licença. Não gosto dela, não a quero, mas por muitas vezes nessas longas 24h que anda minha vida, ela vem. Não pede licença e ainda me manda calar a boca. No máximo, me deixa chorar. E isso me incomoda, claro. Não gosto dessa situação de letargia de atitudes..mas ela existe, ta aqui!

E no fim você conclui: perdi...quem amava, quem achava que podia fazer feliz mais um pouquinho..o que sinto agora é que faltou um pedaço...que ainda tinha algo a percorrer. Que perdi o ônibus...que não soube observar como e quando deveria conversar para não ser pega nessa surpresa toda. O que me dói é olhar e ver que ainda amo, que ainda penso em fazer carinho, que ainda é forte...o que me dói é ver que nada disso tem porquê existir...nem passado, nem agora, nem nunca...o que me dói é que ainda tenho uma vontade ENORME de proteger, de amar, de acarinhar, de falar: “ ei, amo BB meu”...e tirando a dor de lado (que anda quase impossível), vem a certeza aterradora que isso não existe mais...


2 Pode comentar aqui e surtar junto comigo!:

Sinara disse...

Oi,
Minha primeira vez passando por aqui...Li seu texo do início ao fim, muito barra uma situação assim, posso imaginar...
Vc define muito bem o que senti, gostei mesmo.

Beijos!

Fabíola disse...

Aposto que cada dia vc tá melhor que antes.
Tô na torcida.