Pelas águas do Jardim Botânico...


Esta foto tirei antes do ano novo no meu queridíssimo e amadíssimo Jardim Botânico! Sim, se você ainda não conhece o Rio, creia que vou te levar até lá. Certo como o Vasco da Gama na primeira divisão again, rs.

Estou aqui ouvindo Maria Gadú e Roberta Sá. Fora a titica da Shimabalaiê (é assim que escreve?) que não suporto mais, tudo é bem vindo. E pensando. Aí me deparei com essa foto de uma cachoeira que desagua numa fonte num canto lindo do JB. Pensei: PORRA se eu não for por mim, quem será? Mais ou menos isso..as pessoas te amam? Claro! As pessoas querem te ajudar? Claro! As pessoas se preocupam contigo ? Claro! Mas no frigir dos ovos, só você consegue achar a tal cordinha para sair do poço. É tão solitária essa volta à vida, que nem quem te ama sabe onde o Universo escondeu a tal cordinha pra te jogar.

E tudo é tão fugaz. Tão rapidinho, escasso, raro, suave, sensível...e lá estamos nós reclamando. Ok, não vou falar de vocês..lá estou EU reclamando. Dias de baixo astral, de "que eu faço da minha vida" e hoje veio o clique de que eu preciso desesperadamente de MIM. E que, sinceramente, não sou o tipo de pessoa que se deixa abalar por qualquer investida menor. Ou até maior. AMO uma boa briga estratégica. E to dentro dela. Se muitos pensam que a minha resposta é ficar na minha, sem agressões...acertou! Fico na minha e sem agressões, mas saibam que isto não quer dizer me anular. Entendam como : Adriana está montando alguma puxada de tapete filha da puta! Pois...porque estou!

Que sejam bem vindas as espadas...as coisas começam a mudar...achei a cordinha, to subindo a passos largos o poço...quando chegar na borda , sei não...cuidem-se!

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.


Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

Clarice Lispector...

3 Pode comentar aqui e surtar junto comigo!:

Caroline. disse...

Estou adorando ler Clarice aqui hoje =D

Anônimo disse...

Este ano prometi para mim mesma que lhe deixarei em paz, o tempo passa e nada muda!

Drix disse...

"Anônimo"...fique à vontade. Quem ganha ou perde não me deixando em paz é você , não eu...concorda?