Maria Clara pede a Papai do Céu...



Sim, Maria Clara é uma menina que sempre fala com os céus. E apenas com 8 anos de idade, ela já ponderava maduramente sobre sua longa pequena vida. Num dia de sol tímido em sua pequena cidade, Maria Clara atravessou a rua e foi sentar na areia para olhar o mar. Uma amiguinha , Carla, tinha falado mais cedo que Poseidon poderia ajudar a se ficar mais alegre durante o dia. Maria Clara sempre foi apaixonada por desenhos mitológicos...contos, histórias e afins. Ela foi criar um novo amiguinho imaginário, que se chamaria Poseidon.

E lá foi Maria Clara toda sapeca e pensativa, do alto de seus 8 anos, sentar na areia. O mar estava agitadíssimo, um sol quase ruborizado. Lá ela começou a pensar nos brinquedos que estimava tanto, tanto e que tinham se quebrado durante sua infância e brincadeiras advindas dela... Tantos brinquedos importantes, não pelo valor, mas pelo presente que representaram em sua curta vida. Eles faziam falta..mas não podia ir para um SOS da brinquedolândia. Ela tinha que conviver com aquelas perdas ..e sentia que lá no fundo, iam ser insubstituíveis e por isso sempre lembrados. Mesmo que entre uma lágrima e outra, entre uma brincadeira e outra...sempre estariam por perto da memória de Maria Clara.

E foi neste momento que a menina fechou os olhos, perninhas em pose de Buda, mãozinhas unidas ela pediu a Papai do Céu que a fizesse conduzir melhor suas brincadeiras para que seus brinquedos do coração não se quebrassem. Porque ela sentia falta deles...por vezes, grande...

E cerrou os olhos em sinal de uma fé infantil, quase surreal...E sentiu a carícia do vento no rosto alvo e ingênuo. Seria Papai do Céu dizendo que ouviu seu pedido? A partir de agora ela tinha tomado uma decisão: ia conduzir suas brincadeiras pela vida, de forma a cuidar com mais carinho ainda dos seus brinquedos preferidos... e ela sentia, lá no fundo, que ia ter a ajuda de Papai do Céu...



2 Pode comentar aqui e surtar junto comigo!:

Carla Palmeira disse...

Tenho a certeza de que tempestades vão e vem, não sei quando elas vem, pois nos pega de surpresa e também não sei quando vão pois antes de ir, as tempestades fazem um estrago grande, deixando uma dor física e emocional...sempre acreditei que poderemos receber ajudas inesperadas de seres habitantes do nosso mundo...Confio na força grandiosa que Maria Clara tem e acredito nela e por isso sei que essa experiência será apenas uma marca no passado, será apenas uma história para contar.

beijos

Caroline. disse...

Tô achando tão lindo acompanhar a história de Maria Clara.
Beijão, saudades =*