Mc Fish e uma Salvador diferente...em uma 6a Santa..



(O texto a seguir pode vir sem um "roteiro"...não estranhem...vou começar a jogar as idéias desta sexta santa)

Engraçado como nestas horas de "reunião fraterna" que estamos sós , longe da família, de amigos e da pessoa que você ama (pelo motivo que for), tudo fica extremamente sensível, frágil e tudo mais. O emocional fica meio desequilibrado...coisa mais estranha...

É incrível como em Salvador, todo feriado de família é absurdamente notado. Ruas vazias, bares fechados, praia mais vazia ainda...um shopping as moscas. E olhe que ver um Shopping Barra as moscas é a coisa mais esperada naqueles dias de domingo que você não ta a fim de cozinhar e quer tranquilidade. Um Mc Fish a espera daqueles que respeitam a tradição (como eu) de não comer carne. As casas de massa que vem com molho de camarão ou qualquer outro astro do mar, estavam entupidas de 3 pessoas... E eu tive a idéia de ver o filminho do Dragão..mas era o único lugar que tinha uma fila digna de final de semana. Desisti...

Turistas...eram os únicos pelo shopping. Todos os casais com seus filhos menores, facilmente identificáveis. O homem vinha embalado em uma blusa polo (com listras de preferência), calça jeans de brim azul escuro e chave pendurada no cinto. A mulher vinha em um vestidinho tomara que caia (verde ou azul) e um par de rasteiras. As crianças...ah, as crianças vinham coloridinhas e doidas por um Mc Lanche Feliz.


As ruas aqui na Barra (pertinho do Farol) tem muitos aptos com varandões. Indo para o shopping à caça do meu Mc Fish de 6a. Santa, invejei as familias rindo ou conversando ou colocando o assunto em dia logo depois do almoço. Todos com seus trajes esportivos, jogados em redes ou cadeiras de plástico pelas varandas... Tem coisas que são assim: a gente só sente falta quando perde ou quando por algum tempo, não tem à mão...

Todos os meus amigos aqui na cidade, em sua maioria, estão no interior do estado com a família. Na verdade, conheço poucos soteropolitanos que nasceram aqui e vivem aqui...feriadão em SSA é isso: fuga para o interior. Meu Caco está com a família. Então acabei ficando só. Engraçado que se fosse uma sexta comum eu não estaria tão sensível. Mas não...toda minha infância até minha adolescência, fui criada com uma semana santa de casa cheia. Todos chegavam de todos os cantos e acampavam em minha casa. E só largavam o osso santo, no domingo à noite. Moqueca, palmito, coelho assado (tadinho). A culinária era vasta... Hoje andando pelas ruas daqui do bairro, senti cheiro de moqueca...aroma maravilhoso. Chato sentir cheiro e gosto de Mc Fish...

Imagino que o sentimento de fragilidade vá embora na segunda..quando tudo volta ao normal. Já que tenho muito trabalho pela frente. O mais irritante (porque não existe controle) é que não estou de TPM, como pensou Carlóvisky... A fragilidade, por vários motivos juntos, está aqui dentro. E hoje dentro da vontade que estou de abraçar minha tia e comer canjica carioca, de estar com quem amo agora, de abraçar alguns amigos queridos...quero que chegue a segunda feira, rápido! Sem maiores delongas...





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