Era uma vez...


Era uma vez uma menininha sapeca que se chamava Maria Clara. Doce, mas irritada. Uma apaixonada por chocolate e todos os doces que as formigas também gostam. Seus amiguinhos a achavam engraçada. Por muitas vezes ela é vista como o "desopilador de fígado" de uma roda de brincadeiras. Por vezes ela só quer atenção.

Maria Clara tem perdido suas bonecas. Algumas antigas, queridas e outras que apenas amontoam seu armário de brinquedos, mas ...ei, são dela! Não leve não! E quando ela as perde, fica sem saber muito o quê fazer. Talvez correr atrás..mas será que vale realmente à pena? A boneca já foi usada tanto tempo...vale à pena pegar de volta? Não seria mais interessante uma nova que mudasse os horizontes das brincadeiras matinais dela? Em vez do quarto, ela iria pro jardim, por exemplo...

Mas no fundo, lá no fundinho, Maria Clara tá tristinha. Por um monte de brincadeiras que não tem feito mais...o tempo anda feio, chuvoso. Não anda podendo sair do quarto e entrar no mundo de Alice... O gato não tem sorrido, nem somente com os dentes...O chapeleiro não a tem convidado para chás efusivos. Por isso Maria Clara se sente só... Num quarto branco de sua mente, as paredes não tem quadros...não tem idéias...não tem quase nada. A não ser um banquinho , igualmente branco, ao qual ela se agarra. É o amigo imaginário de Maria Clara...

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Olhando o mar e ouvindo Jhon Mraz



Sexta eu andei, andei, andei e parei na areia...fiquei um bom par de horas olhando o mar. Obviamente pensando em um monte de coisas que merecem ser resolvidas, encaradas ou tão somente apagadas do meu pensamento.

Foi uma noite de ouvir Jhon Mraz e Dido. "I'm Yours" e "Thank you" sempre representam bem mais quando estou frente ao mar. Sei lá porque, mas é fato. Ouvi repetidas vezes...cantava alto. As pessoas passavam por mim meio "doida total a moça". Enfim, consegui relembrar vários fatos que rolaram comigo desde sempre, pessoas, ações completamente erradas minhas e dos outros (para comigo) e tantas coisas mais.

Começou aquela chuvinha fraca e eu fiquei la , parada, sentindo o vento (que embaraçou horrores meu picollo cabelo) e ouvindo Dido again me dizendo obrigada! A questão é uma só: as pessoas não mudam ou se transformam no que a gente quer. Ou seja, isso também serve para nós mesmos. Não tem porquê a gente se transformar ou mudar além da conta por ninguém neste mundo. A aceitação tem que existir independente de qualquer coisa. Sem cobranças ou afins. Pra que mudar horrores ? Você quer isso? Se sim, ok...se vai te fazer bem ok...se for só pra agradar qualquer ser humano na vida, esqueça!

Esta contemplação de sexta à noite me disse e deixou claro uma coisa: Eu ando precisando cuidar MUITO mais de mim....

Ótimo domingo folks!

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