Momento 1 do filme :  Ela deixa um recado no celular dele antes de ir para o hospital... “Oi..sou eu. Não achei que isso ia ser tão difícil. Agradeço a Deus por você ter aparecido em minha vida. Porque você me mostrou como ser a pessoa que eu sempre desejei ser. E nem mesmo estou te desejando crédito suficiente, porque até te conhecer, eu não tinha ideia de quem eu poderia ser. Então, se cuide e tente não se apaixonar de novo, jamais... Sim, eu to brincando. Mas eu te amo...”

Momento 2 do filme: (ela já desencarnou e fala para ele) “ O que eu não daria para experimentar só mais uma vez...Para sentir aquela sensação incrível de estar viva...quando ele me via”

Não preciso falar para vocês que chorei litros. Mas o filme, como um todo, é tão parecido com minha vida , neste momento dela.  Quando você menos acredita que pode amar de novo, porque vem machucadíssima de uma relação anterior, ei-lo...o amor na sua frente. Isso aconteceu comigo há dois anos. E eu quase me neguei a acreditar que podia amar e ser amada novamente...mas briguei comigo mesma e consegui. O filme é mais ou menos isso ... uma pessoa que descobre um problema de saúde e no meio do turbilhão, encontra o amor real...de verdade...daquele que a gente quase toca de tão real que é...  Antes ela se esquivava de todos por puro medo de sofrer. Daí encontra esse cara... e é lindo o jeito que ela consegue bradar aos 4 ventos que o ama. Lindo. Primeiro ela o rejeita , por causa da doença, por causa do medo de sofrer...depois ela se toca se ainda tem um tempinho aqui na terra, tem que ser com um amor de verdade, real, completamente sintomático.

E é isso... Ontem conversava com uma amiga, uma nova amiga, e falava: “ Não sei o quê exatamente muda dentro da gente...mas a cada fase de nossa vida que não acaba bem, algo muda. Algo se trinca, algo esmorece. Mas não quero jamais perder a minha essência...que é amar despudoradamente. Sem entraves, sem enlaces com o passado e com o quê o passado possa ter me causado. Não consigo imaginar a Adriana sem amor...ou simplesmente vivendo uma relação sem tantas emoções, sem muitos sorrisos internos.”  É exatamente isso...quando você entra em uma relação só porque “aconteceu” e com o tempo vê que nada casa, porque seu amor ainda existe lá dentro... como faz? Não sei... eu não sei. Adoraria explicar isso para vocês do jeito que eu entendo ou tenha vivido, mas não sei... Apenas posso dar certeza que NUNCA  entrei em uma relação para fugir de alguém , porque “aconteceu”, porque agora é o que eu “acho” que quero pra mim... Independente da pessoa folks...não se trata aqui DA pessoa nova. De forma nenhuma. Ela pode ser fantástica...mas mesmo sendo tudo de bom, o que representa sua essência, o que você realmente sente aí dentro, é outra pessoa. E ninguém (pre)enche lugar de ninguém... Tudo é um ciclo.  Enquanto o amor não dá a volta completa em torno de si mesmo, ele fica ali...te lembrando que existe, que não quer morrer, porque ainda tem que viver.

That’s all folks...  

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