Nossas neuras de todos os dias...




Tem horas que parece que não vai dar não é? Que pode ser que a gente não aguente. Todos nós (os que tem coração pelo menos), já passaram por isso. A hora do “vamos ver”. A hora que parece que nada, absolutamente nada, vai a frente. O motivo? Ou seriam “os motivos”? Deixa eu falar por mim? Não sei... ainda ontem conversava sobre com uma amiga no telefone e ela me perguntava: Mas qual o motivo? Eu respondia repetidamente: Eu não sei... Sei que existem vários motivos ou será um motivo só e eu to achando que são vários? A única coisa que consegui ter certeza para responder à ela , era que um motivo que sempre foi O motivo, já não era tão  mais expressivo assim para me deixar igual a uma barata tonta pela vida.

E acho válido cada um de nós passarmos por estes momentos controversos, díspares, sem chão. Não para testar amizade ou relacionamento, mas testarmos a nós mesmos. Aqui dentro. Ver como anda nossa cabeça, nossa mente, nossos desejos que nunca vem à tona seja pela situação que for. Pendências que temos com nossa alma que nunca são resolvidas. Porque não temos coragem, porque o medo talvez impere de alguma forma torta. E ter medo é a pior coisa que um ser humano pode alimentar. Eu penso isso. Claro que tem gente que pensa que é a raiva, outros o ciúme, outros ainda a falta de personalidade...eu já acho que é o medo. Aqui com a gente mesmo, porque de tudo que falei acima, é da gente com o outro correto? Ciúme, raiva etc.. Agora o medo é da gente com o espelho. É brutal ter medo de ir em frente, de ver no que dá, de insistir em acreditar que podemos ultrapassar aquela situação. O medo nos transforma em pessoas que nunca fomos, mas que podemos vir a ser se ele conseguir espaço.

É exatamente por isso que acho válido termos esses momentos de explosão com o mundo, com o espelho. Momento de ver onde temos errado, o quê precisamos consertar, quem precisamos jogar fora de nossas vidas com fala imperativa. Momento de encararmos nossos fantasmas e corpos estranhos que insistem em perambular pela nossa aura. Momento de reconhecermos que erramos sim, com a pessoa mais importante de nossas vidas: nós mesmos! E o quê fazer com ela? Como acalentá-la? Como acalmá-la? Como confortá-la? Estas respostas, esses caminhos, cabem a cada um de nós no momento que olhamos pra dentro e observamos que TUDO pode ser mudado. Fácil? Dá vontade de meter uma bala na cara de uma pessoa que diz que esse “mal estar da mente” é falta do quê fazer. São aquelas pessoas sem coração que disse lá em cima... Não é fácil, mas sabe quando você cai em si e vê o quanto mudar, prosperar, desenvolver-se, acalmar-se, ver o mundo com olhos de paz é importante? TODO mundo cai em si em algum momento quando entra nesse turbilhão de sentimentos, dúvidas, opiniões controversas, situações constrangedoras consigo mesmo. E tudo isso tem que ser resolvido por nós mesmos. Amigos? São almas lindas e companheiras...mas cada um tem seus fantasmas. Seus amigos não podem carregar suas correntes junto com você o tempo todo. Não dá! Eles também precisam de você, lembra?

As neuras, neuroses ou que nome dar aos momentos ruins que enfrentamos em certas situações, apenas chegam para que possamos tirar proveito, desenvolvimento, resgatar o amor próprio (porque se você chega a isso, você nem sabe mais o quê são essas duas palavrinhas), a estima, a força de passar por cima do que não é positivo.  Uma coisa que sempre ouço e acredito piamente aqui dentro e nas noites insones ou chorosas é o que mais me conforta: Deus NUNCA te dá uma cruz que você não pode carregar...Deus NUNCA vai te dar um obstáculo que Ele sabe que você não pode ultrapassar. A vida nos leva à prova! Nos instiga de alguma forma a caminhar pra frente e pra cima. E é isso que segura a minha mão nos momentos ruins...não sei se com vocês também é assim, mas não acho que exista nenhuma fórmula mágica. Apenas existe...DEUS..




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